terça-feira, 5 de julho de 2011

domingo, 8 de maio de 2011

Olhar demais pro que acontece fora e esquecer de olhar pra dentro da gente.
E temos dois olhos pra que?

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Só estou sem tempo pra negatividade. Nunca tive mesmo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2010

Falando diretamente dessa vez, uma de muito poucas vezes,
mas eu sei,
sempre soube, que sei viver muito bem.
Na teoria.
Nunca segui um conselho meu. Nem os que eu me dou, nem os que tento dar aos outros.
E, bom, eu não quero mais.
09/07/10

Não sei se eu conseguia por tudo o que eu pensava nas palavras quando eu dizia que 2010 tinha sido o melhor ano. "Bem melhor que 2009 (o que eu temia não ser), que tinha sido bem melhor que 2008."
É, foi bem mais.
Fiz das palavras do tio a minha meta. "Aproveite, foram os melhores anos da minha vida".
Claro que a gente nunca sabe até viver o momento, né.

A primeira boa notícia do ano foi a mesma que a primeira conquista da minha vida. Merecido ou não, a tive, e foi só o começo.

Quando se entra na faculdade, a gente vê que tudo é mais - ou que tudo era menos. As provas são mais difíceis do que se imaginava, os textos mais numerosos, mais informação, mais que estudo. É, porque eu aprendi foi a conhecer pessoas, a reconhecer as mais importantes, a escolher os amigos de verdade, a valoriza-los, a dar mais atenção pro que merece, a me preocupar com o que está errado. Aprendi a olhar e ouvir mais, a confiar, a ir mais atrás do que eu quero - só não aprendi física.

Fiz assim, o que não vale a pena, eu descarto; o que vale a pena, guardo muito bem comigo.
Aí que eu me desfiz de um monte de coisa: amigos, pessoas, pensamentos, falta-de-pensamentos, passeios, enfim.
Mas ganhei muito mais no quesito qualidade. Muito mais mesmo. Perdi o que considerava bom? O que eu ganhei, eu sei muito bem que é justo o valor que eu dou. Ganhei o melhor amigo e muito mais que isso. Pra vida toda.

Em 2010 eu coloquei em prática muitas coisas que eram só teoria, e pelo que tudo indica, não tem o que aconteça que venha pra destruir o que eu tenho de bom; 2010 foi o começo de algo que não vai terminar, eu sei. E seguindo a ordem, 2011 tá aí pra ser, de longe, muito melhor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

And I wanna walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows knee-high
So won't you try to come

Come away with me and we'll kiss
On a mountain top
Come away with me and I'll
Never stop loving you

And I wanna wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you

To come away with me in the night
Come away with me


Norah Jones - Come away with me

domingo, 21 de novembro de 2010

Pra mim, nostalgia é uma coisa tão gostosa.
É quase reviver os melhores momentos da sua vida, que por mais que seja um re-viver, que seja passado, ele é seu.
Aí tem esse calor de sol escondido e essa brisa, quase que fazendo você rezar pra todos os Deuses implorando que não esfrie, que continue assim porque ai, ta tão gostoso assim, por favor, vai!
Essa única coisa que me faz entender e gostar de Natal.

E por mais que a tristeza esteja dormindo no sofá, por mais que a saudade esteja perto já que o que ta longe você tem que aceitar que não volta, por mais que o abraço esteja em outra cidade, e que a física berre em cima da sua mesa, implorando por atenção senão, menina, você vai ficar de DP!, tem esse vento entrando pela janela e fazendo cócegas no braço, que faz você ter certeza que está em casa, seja lá onde estiver mesmo.
E essa vontade de voltar no tempo, em qualquer momento da sua infância que, na hora, possa ter passado sem muita atenção, sem muita filosofia - porque nem precisava mesmo, era bom assim -, essa vontade ingênua de ser personagem de qualquer livro de aventura, e realmente ser dentro da sua cabeça ou do coração. Essa vontade do passado é também vontade do futuro, de buscar pela paz.

Mas eu sei porque a nostalgia vem, e o recado está dado. Pode deixar, mesmo se os Deuses não ouvirem minhas preces, mesmo se o Natal perder a pouca essência que lhe resta, e que eu nunca-nunca possa ir pra Terra do Nunca, ou conhecer Lady Cottington e seu livro, mesmo que esfrie, eu vou continuar buscando.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Se irritar com tudo é ridiculo. Não se incomodar com nada pode ser mais ainda.
Falar tudo o que pensa é desnecessario. Não falar nada é omitir-se.
Levar sempre em conta o que as pessoas vão pensar é alienação, mas nunca pensar é egoismo.
O meio-termo é mais sabio, mas nem sempre o certo.

Tudo depende de tudo.
Não. Tudo não. Isso também depende.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Esvazie a mente!"
"Esvaziar mesmo?"
"É. Esvazie!"
"Isso é fácil. É pegar meus pensamentos, coloca-los em grandes caixas e tira-las daqui. Os mais pesados primeiro, por baixo, claro. Depois os menores e mais leves. Agora posso lacrar, empilhar. Vou ter que deixa-los em outro lugar por enquanto, pensamentinhos queridos, estou fazendo faxina, vocês entendem, né?"
"Esvazie!"
"To esvaziando, cara, calma. Ó, já empilhei tudo. Ta tão claro aqui! branquinho, brilhando. Se bem que eu to pensando no branco... Poxa eu to numa sala branca, empurrando pensamentos pra fora. Isso é muito estranho!"
"Esvazia a porcaria da mente, cara!"
"Ok! Tá vazio. Você venceu. Sem caixas, sem ideias... Só o cheiro dele... Ah-hã, droga! Cheiro dele! Mocinho, não! Volta pra caixa! Danado, escapou!"
"Não acredito que você deixou justo ele sair da caixa!"
"Deixei não. Ele fez um buraco e escapuliu, olha só."
"Ah é mesmo, olha! Coloca ele lá de novo, ué"
"Dá não, cara. Agora ele não vai querer voltar"
"Mas assim não vai ficar vazio. Faz ele dormir, sei lá"
"Você sabe que ele não dorme."
"Ah, olha só isso, o tamanho do buraco que ele fez! Tá saindo tudo, poxa. Olha só essa porquice aqui!"
"É. Tava tão limpinho. Me ajuda a limpar aqui de novo?"