sexta-feira, 18 de abril de 2008

As pessoas não respeitam mais os outros, não pensam mais nos outros, não ajudam mais os outros. As pessoas são robôs, fazendo seus trabalhos e deveres como se fossem respeitáveis. Reclamam de tudo para si e demonstram estar sentindo prazer em ver você. Isso, claro!, quem ainda se preocupa em parecer simpático.
As pessoas não olham mais para o céu, não reparam mais nas cores, não se sentem livres para fazer e ser quem bem entender. As pessoas fazem tudo para se encaixarem num grupo de outras pessoas que fazem tudo para continuarem nesse grupo de por-ai-vai.
As pessoas não levam mais as crianças pra escola e nem as buscam mais. Então elas voltam em bandos, fazendo bagunça no meio da rua e cantando músicas sobre coisas que elas nem sabem o que é. Ou talvez saibam. As pessoas não ensinam mais para as crianças que devemos respeitar os outros, e que falar palavrões é feio.
As crianças crescem e tornam-se robôs.

(depois eu termino. ou não.)

domingo, 6 de abril de 2008

Tendo em vista que não podemos provar que a nossa existencia é real (nem mesmo nossos pensamentos), será que, se vivemos em um mundo de ilusão sendo tudo nele ilusão (inclusive nós) somos, nossa própria realidade, a partir do momento que nos criamos ilusóriamente?

sexta-feira, 21 de março de 2008


Há um pouco mais de um ano alguém me contou uma história. Alias, acredito que essa seja a melhor que já me contaram.

É sobre uma coisa grande, fadas com nomes estranhos, homens que não sonham e um amor quase impossível.

Ontem a noite, aquela bola brilhante me fez lembrar dessa história e acreditar que eu não posso me esquecer dela. Seria imperdoável.

Porque essa é uma história que eu ainda vou contar para meus filhos.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ultimamente minhas mãos têm doido bastante. Meus pés também. E minhas costas.
E coisas como faltar na escola só por não ter vontade de ir, ultimamente têm me deixado muito contente.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"- Eu sei dançar igual a globeleza. Quer ver?
'na tela da TV, no meio...'
(ventila e gira, ventila e gira)
'... na globo, na tela da TV...'
(ventila-gira, ventila-gira)
'...meio desse povo, a gente vai se ver...'
(ventila-gira)

- Fica melhor quando a gente tá com vontade de ir no banheiro..."

Ah! escola, escola...

quarta-feira, 5 de março de 2008

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Meus olhos dóem.
Tá tudo muito quieto. A não ser pela música que eu já ouvi cinco vezes seguidas e só me dei conta agora.
Me sinto sozinha e isso não me agrada. Mesmo.
Logo não serei mais uma aberração. Pelo menos não muito. Isso é bom. Vou me livrar de uma coisa que me ocupa há uns seis anos.
As pessoas que me odiavam já não me odeiam tanto. Não que eu tenha dado motivos pra elas o deixarem de fazer, mas acho que boa parte delas tenha simplesmente esquecido de me lembrar o quanto não gostam de mim. Ou talvez tudo esteja como antes enquanto eu dou menos importância a elas. Tanto faz.
Bens materiais definitivamente não são o tipo de coisa que faz eu me sentir mais feliz. Eu não quero mesmo ser amiga de um diamante. É o que dizem, não é? "Os diamantes são os melhores amigos de uma mulher". Não. Eles não são. E vocês não sabem de nada!
Jogos de fuga e de invetisgação têm sido um passatempo infalivel. Me deixam realmente entretida. Se alguém conhecer um bom, por favor...
O resto do tempo é usado para comer/dormir/tomar banho/comer. E assistir TV. O que é uma lástima, afinal "eu não tenho acesso" ao canal dos filmes legais.
E eu penso que tudo vai mudar quando as aulas voltarem. Vai nada. Eu só vou acordar mais cedo. E tentar me manter acordada. De resto vai ser tudo igual. Rotina é uma coisa engraçada.
Sim. É muito engraçado. Você só faz as coisas. Elas não precisam de um motivo. Só são feitas. Assim, na mesma ordem. Sempre.
Eu, por exemplo, passei os últimos dois anos da minha vida lavando os cabelos de terça e quinta. Na verdade eu tinha motivos pra isso. Não queria que me visse mal arrumada. Estragaria tudo. Mas agora isso não será mais necessario. E quem disse que eu vou parar de lavar os cabelos de terça e quinta? Que? O QUE? VOCÊ DISSE? AH É? Ah tá, então tudo bem.
As vezes eu me sinto pequena demais pra caber em mim. Me sinto desconfortável dentro do meu corpo e 'fico com cara de tacho toda vez que e eu me abaixo pra passar por um batente que está a quase um metro acima da minha cabeça...'. Não que eu me sinta grandiosa. Só grande. Ou talvez nem isso. Talvez eu me só me sinta pequena mesmo. Depende de qual 'eu' você fala.

Não me sinto mais tão sozinha. Por enquanto. Amanhã tudo volta ao normal.
A música acabou pela quinta vez.
E meus olhos ainda dóem.